
Publicado por Connectarch
Duração 9 MIN
Data de publicação 24/05/2023
Um Japão de curiosidades
Cultura e hábitos locais surpreendem e ensinam
O Japão é um dos países mais desenvolvidos do mundo. Possui um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) altíssimo (0,925) e ficou em 19º lugar no ranking mundial em 2022, enquanto o Brasil ficou com a 87ª posição com IDH de 0,754 (valores segundo o Pnud – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Curiosamente, é conhecido como um dos lugares que mais mantém costumes milenares: a pequena ilha chamada Japão é uma gigante quando o assunto é tradição. E isso vai além da arquitetura singular de casas com seus telhados que remetem a chapéus. As tradições japonesas são inúmeras e algumas são tão peculiares que pouca gente conhece.

O designer Reinaldo Sasai, que tem descendência japonesa e já morou no país em três diferentes ocasiões, afirma essa constatação. “Minha avó materna, com quem convivi toda minha infância, era xintoísta, religião que valoriza todos os seres vivos, seres humanos, animais, plantas e árvores e apesar de o Japão ser um país de alta tecnologia, também me deparei com a simplicidade, a valorização, o respeito aos ancestrais, aos seres vivos e a disseminação do conhecimento, algo tão comum na minha infância”, relembra Sasai. E, falando em tradições, ele conta sobre o Mochi, um bolinho de arroz glutinoso e uma das iguarias mais versáteis e populares do Japão, sinônimo de sorte e fartura. “O bolinho é uma opção de presente entre família e amigos, principalmente no Ano Novo, pois significa seu desejo de prosperidade a quem o recebe.”
Mas, o Mochi não é um só ‘bolinho gostoso’. Em algumas regiões, quando se constrói uma casa, no momento da colocação do telhado, é agendada uma data com os vizinhos para o ritual de arremesso do Mochi que, nesse caso especificamente, há uma forma única para comê-lo – e não seria diferente, já que os japoneses são bastante supersticiosos. Há várias formas de comer o doce cotidianamente, mas o jeito correto de deglutir o Mochi ‘arremessado’, para que traga boa sorte, é comê-lo cozido. Há, ainda, a questão de que para esse ‘ritual’ são feitos diferentes tamanhos do Mochi e diz a ‘lenda’ que quem consegue pegar os maiores – que são poucos entre todos os bolinhos, cerca de dois ou três –, seria o próximo a construir sua casa.

Criatividade aliada à tecnologia, mas sem renunciar às tradições e, claro, inovando sempre, resultam em produtos e hábitos pra lá de curiosos no Japão, como as melancias quadradas. Para facilitar o transporte e o armazenamento, há mais de 30 anos produtores agrícolas japoneses desenvolveram essa técnica. Para conseguir esse formato, os produtores as colocam, ainda quando pequenas, em caixas de vidro e ao crescerem dentro do recipiente, se moldam ao formato. Mas a adesão às novas formas não parou por aí. A ideia ganhou força e as frutas já são comercializadas em formatos de coração, por exemplo.
Outra curiosidade da ‘Terra do Sol Nascente’ é a quantidade, e peculiaridade, de sabores que seus habitantes criaram a partir do famoso refrigerante de laranja Fanta®. São mais de 70 que vão desde abacaxi, laranja com Coca-Cola®, ponche de frutas, entre outros, até os mais diferentes, por assim dizer, como greapfruit, lichia, kiwi, ameixa-japonesa (sumomo) e Vitamina-C. Ainda sobre sabores, por fim, vale um destaque para os sorvetes que mesmo com todos os tradicionais disponíveis, é possível saborear o que os japoneses classificam como “inovadores” os sorvetes de enguia, carne crua de cavalo e cobra.

Mesmo sendo um dos países mais tecnológicos eles não estão no ‘topo’ do ranking dos que mais estão com ‘os olhos na tela’. Um levantamento recente feito pela Electronics Hub mostrou que os japoneses ficam expostos cerca de três horas e quarenta e cinco minutos por dia – enquanto o brasileiro gasta mais de nove horas conectado –, mas, ainda assim, desenvolveram celulares à prova d’água que podem ser usados, inclusive na hora do banho. A fixação tecnológica é tamanha que essa ‘facilidade’ já é encontrada em cerca de 90% dos modelos. Atualmente a conexão é 640 mil vezes superior ao 5G. Em 2021, uma experiência realizada em laboratórios de universidades, fez os japoneses alcançarem novo recorde em velocidade de internet atingindo 319 Terabits por segundo.
São também mundialmente conhecidos por serem bastante educados: existem, ao menos, vinte formas diferentes de se pedir desculpas no Japão. Além disso, salas de aula e refeitórios são limpos e organizados por professores e alunos que aprendem desde cedo a respeitar os espaços públicos. Outro bom exemplo dessa disciplina é a limpeza que os torcedores japoneses fazem ao término das partidas, antes de deixarem os estádios. Muito desta disciplina decorre devido ao tamanho do país e sua falta de espaço. E, assim, com tanta resiliência e atributos, os japoneses, que sofrem com cerca de 1.500 terremotos (considerando dos menores aos maiores) todos os anos e vivem entre 200 vulcões, sendo 100 deles ativos, se orgulham em ter a maior expectativa de vida no planeta, batendo o recorde em 2017 com 67.824 centenários no país.

Connectarch no Japão
Considerando uma linha reta sobre o Oceano Pacífico, 17.360 quilômetros separam Japão e Brasil, e esse é mais um destino do programa Conexões Mundo do Connectarch que vai levar um grupo o país do Sol Nascente ainda este mês. Serão sete dias que prometem muito aprendizado, experiências enriquecedoras e visitas a lugares muito especiais que, claro, além de inesquecíveis, vão render muita inspiração, grandes memórias e belas fotografias. Uma intensa programação que prevê um tour pelas obras de grandes arquitetos como Tadao Ando e Kengo Kuma, além de estar em contato com as tradições locais, fazem parte do pacote dessa que promete ser uma inesquecível viagem.
Acompanhe a viagem e fique por dentro do roteiro preparado para os profissionais do Connectarch a partir do dia 29 de maio nos perfis @elianerevestimentos e @decortiles.